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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Não sou uma professora normal

Não, não estou falando de camisas de força, embora tenha de travar uma luta interna para não postar uma imagem de gosto duvidoso com este tema.
Não estou tampouco me comparando à "professora muito maluquinha" ( por sinal um delicioso livro do Ziraldo que só tive oportunidade de ler na faculdade)
E também não significa que não faça "coisas de professora".
"Cuca" feita com caixa de creme dental
Mas digamos que sou meio fora dos padrões, e nem sempre isso é positivo.

Imagem que achei fofinha, já que estou fora do normal posso postar.

Atividade de classificação com sólidos geométricos
 - Esqueço com frequência datas comemorativas, por achar que há mais datas que dias no nosso calendário, lembrando apenas as mais significativas (às vezes lembro em cima da hora, embora anotando de várias formas: agenda, área de trabalho do computador, celular. O problema é que às vezes esqueço até de anotar.) Nota mental: imprimir e colar em meu caderno um calendário mensal com as principais datas - não que eu vá trabalhar tooodas.



Trabalhando alfabeto e inicial do nome ao mesmo tempo.
- Simplesmente não tenho jeito com trabalhos manuais. Posso recortar lindas, brilhantes e reluzentes letras em EVA para enfeitar a sala, mas vou demorar muito para conseguir fazê-lo sem cortar por acidente uma pontinha  e deixar uma pobre letra de nosso querido alfabeto aleijada, levando-me a fazer outra. Isso serve de pretexto para que eu imprima o  alfabeto e deixe os alunos pintarem usando lápis, guache, cola colorida, glitter ou quaisquer outros materiais interessantes.

- A mesma coisa acontece com os tradicionais cartazes de numerais. Ainda essa semana substituí o trenzinho que fiz com papel cartão e EVA, que embora remontasse ao material dourado que utilizei em sala de aula, não estava sendo compreendido por algumas crianças. Agora estão expostas folhas com desenhos das mãos, mostrando os dedos para relacionar aos numerais. Sim, você adivinhou. Meus alunos pintaram as folhas.


- A porta da minha sala não estava cheia de desenhos fofos no primeiro dia de aula, porque fiquei aprontando a mobília da sala, imprimindo fichas com os nomes das crianças, organizando os brinquedos, então um cartazinho em EVA feito um dia antes estava lá. Não fui eu quem recortei as letras.
Em compensação, a foto de cada criança está na porta hoje, com roupinhas que eles recortaram e colaram de acordo com seus gostos.

Quebra-cabeça com nomes. A ideia veio de repente por isso escrevi à mão mesmo.
- Infelizmente nem sempre tenho jeito para conversar pacientemente e muito menos no diminutivo. Explico com palavras simples.Converso de igual para igual sobre muitas coisas, durante as brincadeiras com areia e massinha. O problema é que nem sempre estou legal para fazer isso sempre. 

Cena comum na sala de aula.
- Não tenho traquejo para notar certas sutilezas e alguns detalhes me passam despercebidos durante o dia-a-dia.  Como já disse, preciso de mais energia que o normal para fazer coisas que professoras normais fazem tão bem. ( ou pelo menos é o que me parece)

- Faço trocadilhos, caretas, cosquinhas,vou junto ao parque e subo nos brinquedos e imito personagens de desenho animado quando dá. Mas até hoje não consegui criar vergonha na cara e fazer um teatro de fantoches com a gurizada.E vivo dizendo que quero ensaiar teatro mas acabo não fazendo. #shame


Esquema corporal- atividade tradicional
- Sou meio avoada, esquecida e faço um esforço danado para ter minhas coisas organizadas. E faço isso por eles, pelas crianças, pois não dá para cobrar organização sem dar exemplo!

- A hora do brinquedo, por mais que eu me esforce, termina muitas vezes com mais brinquedos espalhados do que eu gostaria.  

- Apesar de 12 anos na profissão, ainda tem muita resposta que não tenho na ponta da língua e situações cotidianas com as quais não aprendi a lidar!!!


Mas enfim... acredito que posso evoluir muito e aprender muita coisa ainda nesse pequeno grande universo que é a escola. Espero não precisar de mais doze anos para corrigir as coisas que não me deixam normal.
Sou eterna aprendiz na escola da vida e sei que posso melhorar a cada dia, cada semana, cada ano letivo.
Acho que é uma pizza... ahahha

E VOU!!!!

Se bem que... eu não desejo ser totalmente normal!

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